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Preço: R$ 94.95
Finaliza em: 26d 23h (14/06/12 17:53)
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Finaliza em: 42d 19h (30/06/12 14:35)
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Finaliza em: 44d 15h (02/07/12 10:11)
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Finaliza em: 8d 1h (26/05/12 20:08)
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Finaliza em: 25d 2h (12/06/12 21:05)
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Preço: R$ 600.00
Finaliza em: 53d 22h (11/07/12 17:27)
20/07/2009 - 10:45:08
Uma nova geração de Blu ray players de alta definição chega ao Brasil com um recurso bastante interessante: acesso online ao YouTube e outros serviços na internet, como o BD Live. Fabricantes como LG, Panasonic e Samsung já estão com seus modelos nas lojas. Conheça alguns modelos.
15/07/2009 - 19:17:32
Placa decodificadora da Broadcomm permite que mesmo os portáteis menos potentes rodem filmes em Full HD
Por Antonio Blanc
Embora os netbooks sejam limitados (por definição) em matéria de vídeo, a Broadcom, mais conhecida por seus chips para rede Wi-Fi, diz ter uma solução para o problema. A empresa recentemente demonstrou a Crystal HD Enhanced Video Accelerator, uma placa que assume a tarefa de decodificar o vídeo, tornando possível exibir vídeo em resolução Full HD (1920 × 1080 pixels) mesmo nos netbooks menos potentes sem um soluço sequer.
Como diz o nome, os netbooks foram feitos para acesso à internet. Equipados com processadores de “baixa potência” quando comparados aos PCs tradicionais, eles brilham quando o assunto é ler notícias, escrever e-mails ou atualizar um blog, mas não foram feitos para atividades multimídia mais exigentes, como reprodução de vídeo em alta-definição, cada vez mais comum mesmo em sites na internet. Mas isso não impede os usuários de tentar, geralmente com resultados desapontadores.
O desempenho da Crystal HD impressiona, pelo menos nos vídeos liberados pela Broadcomm. Em uma demonstração no site Liliputing.com, dois netbooks receberam a tarefa de reproduzir um clipe em Full HD: enquanto um modelo da Lenovo equipado com um processador Atom e chipset de vídeo Intel tocou o filme aos trancos e barrancos com uso de CPU a 100%, um HP Mini 110, equipado com o mesmo processador e chipset, além da placa da Broadcom, cumpriu a tarefa de forma exemplar, com uso de CPU na casa dos 20%.
O decodificador de vídeo da Broadcom roda “frio”, ou seja, dispensa ventiladores para refrigeração (o que reduz o ruído e permite a construção de netbooks mais finos) e tem consumo de energia menor que uma solução equivalente, que seria instalar um chip de vídeo (GPU) dedicado como uma GeForce da NVIDIA ou Radeon da ATI na máquina.
Entretanto, o produto tem seus poréns: para tirar proveito do chip é necessário um player de vídeo especial, o ArcSoft TotalMedia Theatre, incluso com as máquinas. Isso impede o uso da placa para acelerar a reprodução de vídeo em alta definição via streaming, em sites como o YouTube ou Vimeo – e, embora transformar o TotalMedia Theatre em plugins para os navegadores supostamente seja fácil, não há anúncios nesse sentido. Além disso, o chip só é capaz de decodificar vídeo em formatos específicos, como o h.264, MPEG-2 e VC-1.
Por enquanto o Crystal HD Enhanced Video Accelerator é encontrado em alguns modelos dos netbooks HP Mini 110, disponíveis no mercado norte-americano por preços a partir de US$ 329,90.
15/07/2009 - 18:16:57
Serviço deverá competir com o já estabelecido Spotify
Por Stella Dauer
Dados recentes do centro de pesquisas em tecnologia e mídia Music Ally mostram que a pirataria diminuiu em um terço na internet. A Microsoft deve aproveitar esses números para se inserir em mais um mercado, o do streaming de músicas, que está em evidência depois de outro site, o Last.fm, anunciar que seu serviço similar seria pago. Inicialmente, o serviço da Microsoft (ainda sem nome) deve ser disponibilizado apenas para o Reino Unido.
“A música é uma área importante para a Microsoft. Pretendemos lançar um serviço de streaming de música em um período não muito distante” declarou Peter Bale da divisão MSN da empresa ao site Telegraph, o primeiro a noticiar o fato.
O Spotify, serviço de streaming de música bastante popular no Reino Unido, deve ser o principal concorrente da empresa de Bill Gates, uma vez que Bale também informou que seu lançamento deverá funcionar de forma similar a este, ainda que o modelo de negócios a ser seguido esteja em estudo.
Ina Fried, do blog Beyond Binary do site CNet especula que a Microsoft deverá utilizar a tecnologia da recém adquirida Musiwave para fazer o streaming das músicas, mesmo já possuindo um serviço parecido em funcionamento no Reino Unido.
De acordo com o site IT PRO existem grandes chances de que esse novo serviço servirá para impulsionar o ZuneHD, novo media player da Microsoft disponível apenas nos Estados Unidos. Além disso, deverá ser integrado também ao Xbox 360.
Detalhes sobre o produto não foram divulgados por Bale: “Nesse estágio não confirmaremos nenhum detalhe sobre isso, mas mais informações estarão disponíveis em breve e serão comunicadas no decorrer do processo”, disse.
15/07/2009 - 14:34:00
É quase uma internet dentro da internet. Nunca no mundo das redes sociais houve algo como o Facebook.
Por Rodrigo Martins - São Paulo, (AE)
Com um crescimento de 155% em um ano, o serviço ultrapassa um a um os sites de relacionamento no mundo afora, tornando-se líder em países tão díspares como Colômbia e Austrália. O avanço desta que é a primeira rede social global já fez sentir os efeitos até no Brasil, onde o Orkut ainda é hegemônico.
Com o perfil mais internacional entre todas as redes até agora, o Facebook, que nasceu nos EUA, foi aos poucos conquistando pela possibilidade de comunicação entre internautas de diferentes países. Um francês tinha um amigo norte-americano. Daí, entrava no Facebook para conversar com ele, só que também convidava aquele amigo da escola de sua cidade. E este, convidava irmã. Quando se via, 50% dos internautas franceses, já estavam no serviço e abandonaram a rede que utilizavam antes.
Isso se repetiu no Canadá, no Reino Unido, na Argentina, na Espanha, no Chile, nos EUA... Hoje, nada menos do que 30% dos internautas mundiais estão no Facebook e gastam, em média, 20 minutos diários em suas páginas vendo fotos e atualizações dos amigos, além de participarem de joguinhos, enquetes, etc. Por sua popularidade, o site - que hoje ocupa a quarta posição mundial entre os gigantes na internet em números de acesso - já pode ser considerado o principal rival do Google.
O Brasil, ao contrário do que se esperava, não ficou imune ao efeito Facebook. Neste ano, a rede cresceu 133% - somente entre abril e maio, 40% - e tem 2,7 milhões de usuários. Parece muito pouco perto do Orkut, com seus 24,4 milhões de membros, mas já mostra uma pressão externa para que o serviço cresça no País, mesmo que, por enquanto, 95% dos brasileiros que estão no Facebook ainda prefira se manter no Orkut para não perder contato com os amigos que ainda estão na rede do Google.
O Facebook nasceu nos EUA pelas mãos de um estudante universitário de 19 anos, Mark Zuckerberg. Na época, quem reinava sozinho era o MySpace, rede que havia a pouco ultrapassado o pioneiro Friendster, apostava em música e era até setembro do ano passado a maior do mundo. Até que o Facebook a ultrapassou.
A principal inovação que a rede de Zuckerberg fez foi a adoção de aplicativos, lançada em 2007. Até então, personalização com programinhas pela internet resumia-se ao player do MySpace. O Facebook viu que, se era possível ter um player de MP3 na página, era possível ter qualquer tipo de programa online. Hoje, são mais de 54 mil aplicativos no site, que consolida a tendência dos softwares online. Tem de tudo: de passatempos a ferramentas úteis.
Hoje, Mark, aos 25 anos, quer mais. Já que desbancou MySpace e até Yahoo - de quem já recusou uma proposta milionária -, por que não desafiar o Google (o qual também já esnobou uma proposta, preferindo conversar com a Microsoft)? Zuckerberg "só" quer reinventar a forma como navegamos na internet e tornar a busca do rival obsoleta. E assim ganhar cada vez mais dinheiro às custas dos dados publicados pelos usuários da mega rede social.
11/07/2009 - 13:28:56
08/07/2009 - 15:52:22
Produzido pela Amazon, Kindle elimina as últimas barreiras à adoção dos livros eletrônicos e coloca uma biblioteca inteira em suas mãos.
O vinil morreu. O CD morreu. O VHS e o DVD morreram, levando junto as locadoras de vídeo. O jornal morreu, só esqueceram de enterrar. Por que tanta gente custa a acreditar que os livros vão morrer também, soterrados pela revolução digital?
Motivo maior: porque ninguém consegue ler em um monitor. Ler em uma tela de LCD cansa e pode ser prejudicial à saúde. Tem o fator “não dá pra levar pro banheiro” também, mas com os atuais netbooks isso é coisa do passado.
O Kindle acaba com esse problema. Sua tela de ePaper é reflexiva como papel e tão confortável de ler quanto. Seu tamanho, peso e aspecto geral é bem próximo de um livro e suas formas e interface foram boladas para não intimidar o usuário e não atrapalhar sua função principal: permitir que o leitor mergulhe no livro, sem se preocupar se está lendo em papel analógico ou digital. Dá para ler na cama, na rede, no ônibus, na praia, com botões de avanço de página em ambos os lados discretos e eficientes.
Podemos dizer que ele chega bem perto de replicar a experiência do livro em papel. A imersão só não é total devido a uma característica intrínseca do ePaper, que é formado por pigmentos que mudam de preto para branco (ou melhor, cinza claro) de acordo com o que manda seu processador. Quando você avança uma página, a tela pisca em negativo antes de mudar para a próxima, o que quebra a sensacão de estar lendo um livro de papel. Mas esse é um preço pequeno quando comparado com as vantagens.
Ao contrário de telas de LCD, o ePaper tem alto contraste embaixo da luz do sol. Ele poderia ser mais branco, mas mesmo com seu fundo cinzinha é possível ler perfeitamente em condições de pouca luz. Só não rola no escuro porque ele não tem backlight (livros de papel também não tem). Nada que uma lanterna corujinha não resolva.
Brasileiros ainda não podem ter acesso ao Kindle, mas você pode ver um exemplo de tela de ePaper no MotoFone F3, um dos celulares mais baratos que existem por aí. Projetado para ser o “celular do terceiro mundo”, ele usa a mesma tecnologia do Kindle por uma boa razão: ePaper só gasta energia quando a tela refresca. Enquanto você lê uma página, nada é consumido. A autonomia do Kindle (e do F3) é de vários dias de uso, não de horas como qualquer aparelho eletrônico.
Além do conforto e da sensação de ser “quase um livro”, o Kindle traz todas as vantagens de um produto tecnológico bem feito. Coloque o cursor em qualquer palavra e imediatamente seu significado aparece no pé da tela. Digite uma palavra e dê Enter para encontrar um trecho do livro que você está lendo! Faça anotações nas páginas e copie trechos de livros que tudo fica armazenado em um arquivo txt que pode ser copiado para o seu computador. Quantas vezes você não desejou ter essas funções enquanto lia um livro “de verdade”?
Como "Plus a Mais", ele também lê os textos em voz alta (em inglês, claro) e toca audiobooks e MP3. Pena que a memória de apenas 1GB limita seu uso como MP3 player. Mas o som é bom pelos fones de ouvido. Os falantes externos na parte traseira servem apenas para ouvir audiobooks, mesmo assim, só em ambientes silenciosos.
Internet Grátis
Leitores de eBook já existem há um bom tempo, alguns com ePaper, como o Sony Reader, mas o Kindle traz uma “killer app” imbatível: internet grátis. OK, não tão grátis, já que ela serve principalmente para comprar e-livros na Amazon. Mas dá para responder email, pesquisar a Wikipedia e navegar em um browser bem tosco. Tudo de qualquer lugar, graças a um chip 3G embutido (tecnologia CDMA).
Dado que na tela de ePaper tudo que tem imagem fica muito lento, navegar na Internet não deve ser uma experiência muito emocionante. E é bom para a Amazon que não seja, pois é ela que está pagando. Não é a toa que o browser do Kindle está escondido debaixo da aba “Experimental”.
A rede do Kindle foi batizada de Whispernet e todo seu tráfego passa pelos servidores da Amazon, ou seja, Jeff Bezos vai saber se você tentar acessar um site pornô. Infelizmente, ela é o maior trunfo e o maior motivo de frustração do Kindle: só funciona nos EUA. Fora da América, você não consegue navegar, assinar feeds RSS ou blogs ou comprar livros para o Kindle (nem por ele, nem pelo PC), o que é surreal, já que é possível encomendar o mesmo livro em versão papel e recebê-lo pelo correio.
Já vimos esse filme antes, com a indústria fonográfica e vemos atualmente com os gigantes do cinema e da TV. A farsa se repete como história. Surge uma nova tecnologia e os donos de conteúdo morrem de medo dela, então tentam colocar uma cerca geográfica imaginária na Internet, para impedir que o povo do outro lado da cerca (nós) usem a tecnologia como queremos e não como eles querem.
Muito provavelmente a Amazon só conseguiu convencer as editoras a apoiarem o Kindle afirmando que seu sistema com DRM e “internet proprietária” era seguro o suficiente para impedir a pirataria desenfreada de livros. Mas o DRM já foi quebrado e a Whispernet é só um empecilho para quem não mora nos EUA e é louco para ter um Kindle.
Perde a Amazon, perdem os fãs de livros, perdem as editoras e quem quiser algum livro eletrônico tem que se contentar com o catálogo disponível no Pirate Bay. Há uma promessa da Amazon de lançar o Kindle em outras praças, mas quase dois anos depois, nem na Europa ele chegou.
Para comprar o Kindle na Amazon, basta um endereço de entrega nos EUA. O modelo que testamos foi cedido por Jose Renato Mannis, da Mobint.
Milhares de livros na sua mão
Mesmo sem rede, o Kindle ainda é um brinquedo atraente, graças a dois programas que convertem documentos em qualquer formato (PDF, .DOC. .TXT etc) para o formato Kindle. O Mobipocket, para PC, e o Stanza Desktop, para Mac, salvam a pátria. Basta ir ao Projeto Gutenberg, Google Books ou ao seu site de torrents favoritos, baixar alguns ebooks e convertê-los para o Kindle. Dá um pouco de trabalho, mas ainda é mais rápido que ir até a livraria.
Na verdade, existe um jeito (sempre existe) de comprar livros para o Kindle no exterior. Basta comprar um gift card da Amazon e doá-lo a si mesmo. Aí você baixa o livro para o PC e o transfere para o Kindle. O método também serve para ler livros no Kindle for iPhone, programa da Amazon para o celular da Apple. Existe um tutorial bacana no site NerdGirl que ensina direitinho os procedimentos.
Quadrinhos, porque não?
Dá para usar o Kindle como leitor de HQ? Até dá. Se você curte mangá, não terá problemas. Gibis em preto e branco com letras grandes são perfeitamente legíveis, sendo o único problema a demora para virar a página. Como já disse, o ePaper é meio devagar com imagens.
Quadrinhos americanos já fica mais complicado. A conversão de imagens coloridas para tons de cinza às vezes deixa tudo embaçado e as letras ficam muito pequenas. Para isso, o recém-lançado Kindle DX (por exorbitantes US$ 500) deve ser o ideal. Não, melhor esperar um modelo com tela colorida. Aí vai ser o bicho.
Para colocar imagens no Kindle basta criar uma pasta Pictures em sua raiz (ele monta como um pendrive quando você o pluga no USB do PC) e dentro dela uma pasta com o nome do “livro” com as imagens dentro. Depois é só dar um Alt-Z para um refresh na pasta de imagens e pronto: e-comics para viagem.
Hackeando o Kindle
Obviamente, a primeira coisa que os geeks de plantão fizeram ao por as mãos no Kindle foi tentar descobrir como ele funciona. Seu sistema é baseado em Linux, o que facilitou bastante a coisa. Já existem vários hacks de firmware para fazer coisas “proibidas” pela Amazon, como acessar a Internet pelo USB para navegar usando a conexão do seu computador e finalmente poder dar seu dinheiro para ela. Existe um debug mode facilmente acessível, mas a Amazon limita cada vez mais sua utilidade a cada revisão do firmware.
O “Kindle OS” parece nitidamente um trabalho em andamento. A funcionalidade básica está lá, mas se você começa a mexer um pouco mais, começa a ver os tapumes e gambiarras. Se você coloca uma quantidade considerável de livros já percebe a dificuldade da interface “listão” do aparelho. É preciso navegar página a página para encontrar o que quer, algo bem tedioso.
Vale a pena?
Eu compraria um Kindle? Por US$ 360? Ainda não. Se tivesse WiFi (ou eu pudesse colocar meu chip da TIM nele) e lesse PDF como a versão DX, talvez. Se a tela fosse colorida e um pouco maior para poder ler minha coleção de gibis preservados digitalmente, com certeza. Para ficar perfeito, bastaria ser touchscreen para poder eliminar aquelas fileiras de botões que tomam 25% do aparelho e quase nunca são utilizados (só para busca).
O ePaper é sensacional para leituras prolongadas, mas ainda tem um bom caminho pela frente e pode ser suplantado por outras tecnologias que superem suas desvantagens: ser monocromático e lento. Mas o importante é que o livro digital, fácil de ler, de anotar, de emprestar para amigos do outro lado do mundo, de distribuir, de encontrar…está bem próximo. Não dou dois anos para o mercado editorial entrar numa “crise” do mesmo tamanho que o povo da música vem enfrentando atualmente.
O livro digital vai matar o livro analógico? Vai, do mesmo jeito que a TV matou o rádio. Quem diz o contrário é porque não tem idéia do que era o rádio antes da TV, o único meio de comunicação, entretenimento e informacão global, mais poderoso do que a Internet e a TV são hoje, juntas. Hoje ele só existe para distrair motoristas no trânsito engarrafado e empregadas domésticas.
Livros continuarão existindo, porque são artefatos bonitos, cheirosos e muito melhor para dar de presente que um Gift Card da Amazon. Mas uma editora vai ser algo muito diferente do que é hoje. No Brasil, provavelmente só vai sobrar a Cosac Naify.
Livros, revistas e jornais impressos são os dinossauros da vez. Só não tinham ido para o Museu da História da Mídia até agora porque não havia um suporte que combinasse as vantagens do digital (não matar árvores, não precisar imprimir 30 mil exemplares para vender 10 mil) com as da mídia analógica (poder levar para o banheiro). Agora esse suporte já existe. Só falta evoluir um pouco e baixar o preço.
08/07/2009 - 14:15:05
O software que “toca o que ninguém mais consegue” ganha suporte a mais formatos de vídeo em alta-definição e tem versões para seis sistemas operacionais
Por Antonio Blanc
O VideoLAN Client (ou VLC), um dos mais conhecidos e eficientes “media players” Open Source, chegou à versão 1.0 após oito anos de desenvolvimento. Na prática, é difícil achar um arquivo que o VideoLAN “não toca” – ao contrário de seus rivais como, por exemplo, o Windows Media Player, que é bastante “fresco”.
Criado inicialmente como parte de uma simples solução cliente/servidor para streaming de vídeo por estudantes da École centrale Paris, ao longo do tempo ele se transformou em uma solução extremamente completa para reprodução (local ou via streaming) e codificação de vídeo. Entre os principais recursos da versão 1.0 estão o suporte a codecs para vídeo em alta definição, suporte a novos formatos de arquivo (entre eles o Open Source Dirac, em desenvolvimento pela BBC), reprodução em tela cheia com redimensionamento (scaling) da imagem, exibição quadro-a-quadro, gravação “ao vivo” e reprodução de arquivos compactados (no formato .zip) – e estes são apenas exemplos de uma lista muito maior.
O VLC 1.0 pode ser baixado no site oficial (www.videolan.org), em versões para Linux, Windows, Mac OS X e outros sistemas operacionais. O programa é gratuito, mas doações via PayPal, em Euros ou Dólares, são bem-vindas. Todo o dinheiro é utilizado no desenvolvimento.
07/07/2009 - 14:13:54
Coletânea de software traz tudo o que é necessário para relembrar o primeiro computador realmente multimídia
Por Antonio Blanc
O computador Amiga, muito avançado na época em que foi lançado nos anos 80, desapareceu uma década depois deixando saudades em muitos entusiastas. Agora, um pacote de software promete trazer a emoção de volta.
Lançado em 1985, uma época em que a maioria dos PCs se limitava a produzir bipes e mostrar gráficos em 16 cores, quando muito, o Amiga, da Commodore, foi o primeiro computador realmente “multimídia” a chegar ao mercado. Com uma paleta de 4096 cores, recursos para animação, som estéreo em quatro canais e uma interface gráfica operada por mouse (raridade nos PCs da época), ele conquistou tanto gamers quanto diretores de cinema e profissionais das artes, e deu origem a uma linha de vários descendentes que se estendeu até meados da década de 90.
Infelizmente, por uma série de “burradas” corporativas de seu fabricante (e de outros detentores da marca após a falência da Commodore), o Amiga “morreu”, pelo menos como produto comercial. Mas no coração de milhares de fãs fervorosos o sistema continua vivo, e agora está mais fácil relembrar (ou conhecer, para quem não viveu a época) seus dias de glória com o recém-lançado pacote Amiga Forever 2009, da Cloanto.
O produto contém emuladores de Amiga, ROMS de sistema, várias versões do sistema operacional Amiga OS (da 1.3 até a série 3.x), software, jogos, demos, documentação e tudo o mais que você possa precisar. Tudo com uma interface gráfica fácil de usar, lembrando um “media player”, e com integração com o restante do hardware do seu PC: dá até pra ler e-mail e navegar pela internet (usando o browser ABrowse) de dentro do “Amiga”.
A emulação é bastante fiel, e inclui desde os chips de som e vídeo customizados usados no Amiga até o ruído do drive de disquetes. O pacote foi feito para rodar no Windows (XP, Vista, 7), mas também contém versões para outros sistemas operacionais e emuladores Open Source, como o UAE.
O Amiga Forever 2009 (www.amigaforever.com) está disponível nas versões “Value” (econômica, US$ 9,95 via download), Plus (US$ 29,95 via download) e Premium por US$ 49,95, em dois DVDs, que além do software também inclui cinco horas de vídeos relacionados ao Amiga. A Cloanto também produz o C64 Forever, um pacote nos mesmo moldes com software, jogos e demos para o Commodore 64.
06/07/2009 - 14:03:40
Distribuição do jogo será exclusivamente no modo digital. Modo multiplayer é o foco das batalhas em quatro grandes mapas.
03/07/2009 - 19:00:20
Você já parou para pensar porque a bateria de seu notebook acaba antes do tempo indicado pelo fabricante? David Pogue desvenda este mistério.Esta é uma história sobre verdade, ganância e o "jeito americano". Ah, e também sobre testes de duração de bateria em notebooks.
Há duas coisas a saber sobre esta útima questão: a primeira é que os resultados geralmente tem pouca relação com a realidade. Não sei quanto a você, mas a bateria de "cinco horas" no meu notebook geralmente morre em cerca de três horas.
A segunda é que os anúncios de notebooks abusam da ferramenta essencial de qualquer vendedor: o "até". Como em "até cinco horas". O "até" é uma das maiores desculpas esfarrapadas em qualquer idioma. Sabe de uma coisa? Eu tenho um notebook que funciona por "até" 1.000 horas com uma carga de bateria! Isso porque o "até" significa, na prática, "qualquer coisa abaixo deste número".
Mas e daí? Porque implicar com os fabricantes de notebooks? Todos os setores da indústria fazem isso certo? Errado!
Em 2003, a indústria de câmeras fotográficas digitais sofria do mesmo problema. Todas as empresas anunciavam a autonomia de bateria de suas câmeras em termos exagerados. Cada uma tinha seu próprio protocolo de testes, e nenhum deles representava a vida real. Logo, os consumidores notaram que os números divulgados eram praticamente inúteis.
No final das contas, a CIPA (Camera and Imaging Products Association), um grupo que reúne os principais membros da indústria de câmeras, entrou em ação e desenvolveu um teste de duração de bateria padronizado. Tira-se uma foto a cada 30 segundos - alternando uma com flash, uma sem flash. Antes de cada foto, coloca-se o zoom no máximo, depois no mínimo. A tela fica ligada o tempo todo. Depois de 10 fotos, a câmera é desligada por algum tempo. E por aí vai.
Em outras palavras, a câmera é testada da mesma forma como as pessoas a usariam no mundo real, talvez de forma um pouco mais conservadora. Hoje em dia, todas as câmeras são testadas, e anunciadas, desta forma. E os números da CIPA agora correspondem à realidade.
Mas os notebooks são mais complicados, não? Há muitos outros fatores que determinam a autonomia da bateria: o que você está fazendo, qual o tamanho da tela, quais interfaces sem fio estão ligadas, e por aí vai. Ainda assim, outras indústrias enfrentam problemas similares. Celulares, por exemplo: a bateria acaba muito mais rápido quando você está fazendo chamadas do que quando ele está no seu bolso. Carros: a autonomia é maior na estrada do que na cidade. Até mesmo iPods: eles funcionam por mais tempo quando estão tocando música do que com vídeo.
Então os fabricantes fazem a única coisa lógica - informam os números no pior e no melhor caso. Quando você compra um celular, vê "4 horas de conversação / 300 horas em espera". Quando compra um carro, vê "11 Km/litro na cidade, 13 Km/litro na estrada". E quando escolhe um iPod, vê "24 horas de música/6 horas de vídeo".E todo mundo fica feliz.
Mas com notebooks, o que nós vemos? "Até cinco horas".
Isso é importante, porque a autonomia de bateria se tornou um item importante a considerar na hora da compra. As pessoas estão finalmente esquecendo o "mito dos megahertz" (aleluia!), e considerando a duração da bateria como um fator crucial.
Porque a indústria dos computadores não inventa um teste padrão de autonomia de bateria? Na verdade, eles já inventaram. Estes números de "até" tantas horas são os resultados de um conjunto de testes chamado MobileMark 2007. Mas há alguns problemas com ele. O primeiro é a identidade de seu inventor, a Bapco (Business Application Performance Corp.), um grupo de empresas liderado pela Intel e composto principalmente por fabricantes de chips e máquinas, inclusive de notebooks.
Vejamos: um teste desenvolvido pelas mesmas empresas que irão lucrar se a autonomia de bateria parecer boa. Isso não é a mesma coisa que colocar as raposas como fiscais dos galinheiros? Outro problema: ao contrário dos testes de câmeras da CIPA, o protocolo de testes do MobileMark não reflete as condições de uso real. Considere, por exemplo, a tela. Ela é o componente que consome mais energia em um notebook, portanto definir corretamente seu brilho durante o teste é extremamente importante.
Pois bem, o MobileMark especifica que a tela deve ser ajustada para um brilho de 60 nits (uma medida de luminosidade). Sem querer ser chato, mas no brilho máximo a tela de um notebook moderno chega a 250 ou 300 nits. Trocando em miúdos, o MobileMark pede que a tela seja ajustada para uma fração de seu brilho total - algo que poucas pessoas fazem no mundo real. A AMD, uma fabricante de processadores, diz que 60 nits é 20% do brilho máximo na maioria dos notebooks. A Intel diz que equivale a 50%. De qualquer forma, ainda é muito pouco.
Além disso, o MobileMark não especifica se recursos que consomem muita bateria, como Wi-Fi e Bluetooth, devem estar ligados ou não durante o teste. A decisão fica por conta dos fabricantes quando testam suas próprias máquinas. Hmm... adivinhe o que eles fazem?
Por fim, há os testes propriamente ditos, que na verdade são três. O primeiro é o teste de DVD, onde um filme padrão toca em repetição até a bateria acabar. É um cenário de "pior caso", com a menor autonomia.
No teste de produtividade, um software automatizado faz tarefas típicas do dia-a-dia como calcular planilhas do Excel, manipular imagens no Photoshop e mandar e-mail. Este deveria ser o teste mais realista - com a exceção de que ele não inclui nenhum uso de navegadores web, media players, streaming de vídeo ou jogos. Ops!
No teste final, o de leitura, um script automatizado simula a leitura de um documento, pausando por dois minutos em cada página. Este é claramente um cenário de "melhor caso". Na verdade, não é muito diferente de deixar o notebook ligado sozinho.
E qual destes testes é reportado nos anúncios? A Intel diz que é o teste de produtividade. Mas porque não nos mostram todos os três resultados?
Tudo isto nos leva à AMD, que passou várias semanas blogando sobre o assunto e o trouxe à atenção de repórteres de tecnologia como eu. A empresa acredita que a indústria deveria adotar um teste muito mais realista para a autonomia de bateria dos notebooks - e representar os resultados de forma parecida com o que é feito com os celulares, iPods e carros. Ela propõe um novo logotipo que mostre claramente os números no melhor e pior caso. A caixa de seu próximo notebook poderá dizer "2:30 horas em uso / 4:00 horas em repouso".
A idéia parece absurdamente óbvia para qualquer um que a ouve. E ainda assim, de forma previsível, a AMD relata que tem encontrado "resistência considerável" dos outros grandes fabricantes. A Intel, arqui-rival da AMD, parece especialmente incomodada com todo este barulho. Um porta-voz, Bill Kircos, diz que o MobileMark é um teste "bem pensado, bem debatido e bastante sólido". Além disso, se um consumidor não gostar dele, "há uma miríade de testes independentes, reviews, artigos em revistas e informações fornecidas pelas próprias empresas que as pessoas podem usar para descobrir mais sobre a autonomia de bateria, além do já citado MobileMark".
Espera aí - os consumidores devem compensar as falhas do MobileMark gastando horas procurando por testes realistas de bateria na internet? Não seria mais prático, para todos, ter um único teste confiável? É assim que as indústrias de telefonia celular, automotiva e de eletrônicos de consumo fazem. Porque os fabricantes de computadores não podem fazer igual?
Essa é fácil: porque há muito dinheiro em jogo. As pessoas pagam mais quando acham que estão comprando uma máquina com autonomia de bateria maior. Ao iludir o público com números inúteis, as lojas e fabricantes ganham mais dinheiro. Não me espanta que os mais cínicos chamem a prática de "benchmarketing".
O porta-voz da Intel me disse que a AMD ainda não propõs uma nova metodologia de testes de bateria para a Bapco, da qual a AMD também é membro. A AMD responde que isso não é necessariamente verdade: "Todas as discussões da Bapco são confidenciais. Se a Bapco estiver disposta a abrir mão da confidencialidade ou tornar as atas de suas reuniões públicas, a AMD ficará feliz em discutir o que foi ou não foi apresentado à Bapco".
Está óbvio o motivo pelo qual a Intel quer manter o "status quo". Mas qual seria o motivo por trás da decisão da AMD de sacudir este ninho de vespas? De acordo com testes feitos pela Laptop Magazine e outras publicações, notebooks equipados com processadores AMD tem, no geral, autonomia de bateria menor que modelos com processadores Intel. Mas em testes mais realistas, esta diferença se reduz consideravelmente.
Portanto, todo mundo tem um interesse neste jogo. Mas como consumidor, o seu deveria ser o apoio à campanha da AMD. É lógica, é justa - e já não era sem tempo.
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